segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A sociedade atual - Professora Amone

   É isso mesmo gente. Estamos no limiar de um novo tempo, em que a sociedade cobra de todos nós um posicionamento social e, sobretudo, de escolhas políticas. Sobre a natureza dessas questões, refiro ao poder decisório que nessa nova época somos tentados ao desleixo.
   Isso porque estamos em uma sociedade que, ao mesmo tempo em que exige flexibilidade, o faz exigindo um pensamento capaz de pensar e repensar a própria sociedade, bem como os seus valores organizacionais. Não cabe mais a alienação, o comodismo, a perda de consciência que nos faz imóveis e passivos diante de uma realidade dinâmica.
   Durante a Revolução Industrial, a lógica do capital empurrava para o sujeito passivo e cordato, capaz de apenas executar normas impostas. Não que a sociedade atual imponha uma liberdade e autonomia inéditas. Mas o fato é que a própria complexidade do mundo atual desfigura um cenário desolador, em que os sistemas cada vez mais engolem os indivíduos, fazendo com que as escolhas sejam urdidas e inevitáveis.
   Percebo que hoje, em um mundo dos ‘Big Brother’ da vida e de tantos bizarros realities shows, perdeu-se de vez a possibilidade do pensamento. Pensar para quê? Se temos a cada dia ‘enlatados culturais’ que facilitam essa capacidade? A que justifica o aprender, se a nossa sociedade diz que o importante é o fazer e não o saber? Aí pergunto: qual sentido faz uma universidade na cabeça de alguém retroativo, submisso ao sistema, cuja formação pouco vai alterar no seu poder de escolha?
   É isso mesmo gente. Vamos exercitar esse nosso domínio, que nos diferencia dos animais e que nos coloca em uma posição superior, a qual chamamos ‘humanidade’. Se permanecermos alienados, não caberemos como sujeitos sociais na fábrica, na empresa, na rua e nas demais instituições sociais. Isso porque, o grande desafio dessas instâncias atuais da vida, o importante não é a ‘vaquinha de presépio’ que só enfeita e pouco contribui, mas o sujeito crítico que se posiciona e porque não, reposiciona os outros.
   Abraços e vamos pensar em alternativas, a partir de nós mesmos, para impor uma nova inserção social.



   Amone Inácia Alves


Aluno : Charlton Charles Meneses 

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